6 Principais tendências para o varejo de vestuário para 2017
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6 Principais tendências para o varejo de vestuário para 2017

O varejo de vestuário tem enfrentado outro desafio além da crise econômica: a preferência dos consumidores pelos e-commerces. Como resultado, o varejo físico está praticamente estagnado, sem crescimento em número de vendas ou de operações, enquanto as lojas virtuais veem seu faturamento aumentar dois dígitos nos últimos anos.


Esse fato mostra a importância dos PDVs se reinventarem e ficarem atentos às tendências para 2017 e para os próximos anos.


1. Consumidor omnichannel


Nos últimos anos, tem muito se falado sobre o consumidor omnichannel e a loja do futuro omniera, que já é realidade em muitas operações que querem se destacar no mercado. É fundamental entender que o consumidor hoje, ao entrar na loja, já conhece a sua marca, os seus produtos (talvez até mais que o próprio vendedor) e está ali pela experiência de compra.


Por isso, o atendimento deve ser excelente e único. Oferecer internet na loja, informações sobre o produto na vitrine e expositores e, em um futuro breve, espelho inteligente são algumas características de uma loja que visa encantar o cliente.


Além disso, aproveite que esse consumidor está em todos os canais para se comunicar com ele e estar presente em vários pontos. Loja física, redes sociais, website e outros pontos são importantes para você continuar fixado na mente do seu público.


2. Parceria indústria e varejo


O foco do setor sempre foi buscar o equilíbrio ideal entre custo, qualidade e velocidade e isso se tornará ainda mais forte nos próximos anos. Não será possível manter a competitividade sem uma relação estratégica com o fornecedor.


Assim, manter relacionamentos de longo prazo, visando o desenvolvimento das duas partes, e programas de benefícios em conjuntos são e serão um diferencial para o segmento.


3. Fast Fashion


Assim como as grandes redes de lojas de fast fashion, as outras marcas também precisam adotar a mesma ideia de sempre ter novas peças para o consumidor. Mesmo que continue apenas duas grandes coleções ao ano, é fundamental as lojas receberem novas peças semanalmente e, principalmente, se atentarem a tendências que aparecem após ao lançamento da coleção. Aqui entra a agilidade e a alta capacidade de resposta às mudanças na demanda dos consumidores, além de ofertas imbatíveis e preços razoáveis.


Pode parecer complicado uma rede de vestuário se adaptar à moda fast fashion, mas isso é possível ao se fazer uma gestão de estoque inteligente e se manter atenta ao mercado e aos consumidores.


4. Desenvolvimento de equipe


O turnover sempre foi um grande problema para o varejo. A rotatividade de pessoal prejudica a produtividade da equipe, além dos gastos tributários, desse modo, cada vez mais os gerentes e proprietários precisam se preocupar com quem está no salão todo dia.


Proporcionar treinamentos, tanto de vendas como de desenvolvimento pessoal, é um ponto que faz diferença para o colaborador querer continuar na sua loja. Alguns empresários acreditam que investir em treinamentos é um gasto a mais e desnecessário, mas quando se coloca na ponta do lápis a melhora no número de vendas e o ganho em produtividade por não sofrer com o turnover, percebe-se que, na verdade, é uma economia e aumento de faturamento.


O Jornal do Comércio já publicou uma matéria apresentando diversos cases do Varejo que investiram na sua equipe e baixaram drasticamente a rotatividade.


5. Co-branding (Co-criação)


Quando duas marcas se juntam para fazer uma ação de marketing, a nova coleção ou outras possibilidades, ela podem diminuir gastos e ainda atingir um novo público. Ações desse tipo, que trazem novidades para o consumidor, serão cada vez mais comuns e irão representar diferenciais para as marcas que praticarem.


O caso mais conhecido é o da Adidas com a marca carioca Farm. A co-criação começou quando a Adidas queria ter um maior alcance no Rio de Janeiro, por conta das Olimpíadas, então se juntou a marcas cariocas, como Farm, Salinas e Do Bem, para criar produtos e coleções com a cara da cidade maravilhosa.




A parceria com a Farm deu tão certo, que eles continuam criando novas coleções e estampas exclusivas. Além do objetivo da Adidas de aumentar o marketshare no Rio ser atingido, a marca carioca atingiu um público diferente do que de costume e também aumentou o seu alcance.


6. Varejo de dados


Um dos grandes motivos para o e-commerce crescer sempre, mesmo na crise, é mensurar tudo o que acontece nas lojas virtuais e usar essas informações para personalizar o atendimento e a comunicação com o consumidor. Desse modo, é fundamental para os PDVs seguir essa linha e aproveitar os dados que já possui.


Métricas de vendas, como PA e Ticket Médio, de estoque, como produtos sem giro há mais de 60 dias ou fora de linha, e as informações dos próprios clientes já podem dizer muito sobre a sua operação e o que fazer para melhorar o desempenho. Use isso para fazer treinamentos mais focados aos vendedores, de acordo com a necessidade mais latente, e para segmentar mensagens aos consumidores.


E, então, quais mudanças você já está aplicando ou pretende aplicar na sua loja em 2017?

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